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A educação tem acompanhado o avanço tecnológico?

O cotidiano “App”

Hoje existe aplicativo para praticamente todas as coisas mais básicas do nosso dia-a-dia, seja para conversarmos em tempo real com amigos que estão em outra parte do planeta ou para pedirmos comida em menos de 2 minutos. Essa crescente da tecnologia trouxe efeitos para o meio educacional, inclusive. No mercado dos apps encontramos alguns direcionados para o meio acadêmico e nos deparamos com questões do tipo: como estão sendo idealizados? Apps de empresas estrangeiras estão de acordo com nosso sistema de educação? O conteúdo está em sintonia com os professores?

Muitos desses apps são criados em países em que há bastante investimento em tecnologia, como Estados Unidos e Japão, e por isso é importante pensar na tradução de aplicativos para que não só esses apps criados foram possam entrar em outros países como para que os que forem idealizados fora desse nicho também possam ser comercializados nesses e outros países. Um referencial da Universo, que conta com uma equipe organizada e pronta para realizar todos os tipos de projetos solicitados.

Como ficam os professores?

O desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à educação tem preocupado os educadores. O novo papel do professor diante das transformações que acontecem no meio educacional é tema recorrente entre a comunidade escolar. Há consenso quando se fala que, agora, os professores devem atuar como guias, e não detentores do conhecimento. Os profissionais se questionam se a escola deveria incorporar essas tendências em seu ambiente.

Professores de Ensino do Estado de São Paulo, usaram alguns dados para destacar a importância de tornar o ambiente escolar mais receptivo e integrado com as questões tecnológicas e segundo ele, 97% das informações do planeta já estão digitalizadas e dessas, 80% já se encontram na internet. Com base nesses dados afirmam que: “Os professores não desaparecerão com o surgimento das tecnologias. O que vai desaparecer é aquele professor que não se atualiza, que não utiliza os instrumentos que estão na frente dele. Os outros serão grandes guias, grandes tutores.”

Um grande desafio para o futuro, será convencer as crianças de que vale a pena ir à escola, mesmo que elas encontrem todas as respostas no Google. “Os alunos estão na era digital, e essa dicotomia só terminará quando a escola se adaptar a essa realidade”, sentenciou.

Inversão dos Papéis

Na Finlândia, por exemplo, os alunos estão invertendo os papéis com seus mestres. As crianças dão aulas do uso de tecnologias de informação e comunicação não só para os educadores, como também para idosos e outros alunos. Os alunos que participam do projeto são voluntários com idade entre 10 e 16 anos e a eles é oferecido um treinamento, cujas aulas são ministradas por especialistas de empresas finlandesas que revendem soluções tecnológicas para o sistema de ensino do país.

“Crianças e adolescentes aprendem a lidar com novas tecnologias e aplicativos de maneira muito mais rápida do que nós, adultos. E eles não têm medo de tentar coisas novas”, disse à BBC Brasil Pasi Majasaari, diretor da escola Hämeenkylä, na cidade de Vantaa, próxima à capital Helsinki.

A ideia surgiu de relatos dos próprios professores, que admitiram ter dificuldade em se manter atualizados com a evolução tecnológica. Cem escolas das 3.450 instituições finlandesas já participam do projeto Oppilas Agentti (Agentes Escolares).
“É maravilhoso ter crianças de até dez anos de idade dando aulas de tecnologia aos nossos professores, e os resultados têm sido surpreendentes. Tanto para os estudantes como para os mestres”, destacou o diretor.

Trata-se de um modelo para desenvolver as competências tecnológicas não apenas dos professores, mas de toda a comunidade escolar. Os alunos da escola Hämeenkylä também estão dando aulas aos idosos de um asilo local sobre como usar redes sociais, iPads e outros dispositivos. Após o treinamento, os alunos, orientados por um professor, fazem um planejamento das atividades necessárias na escola. Os professores podem receber aulas coletivas ou individuais, onde aprendem a usar diversos dispositivos e aplicativos.

Os alunos que participam do projeto auxiliam os educadores, também em sala de aula, ajudando tanto professores quanto outros colegas de classe. Além disso, os “agentes” também realizam alguns seminários online com o objetivo de propor a troca de conhecimento com alunos de outras escolas e treinar crianças de turmas menores em técnicas de edição e animação de vídeos.

Para mais informações sobre essa ação educacional, acesse a matéria da BBC Brasil.