Posts by Camila Paduan

endomaketing

Tradução na área de endomarketing

Você sabe o que significa endomarketing?

A palavra endomarketing vem de “endo”, do grego “edón”, que significa “para dentro”, e marketing, do inglês market (mercado), que é a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades do mercado. Assim, concluímos que endomarketing significa o ato de vender uma ideia para o cliente interno, ou seja, o funcionário da empresa. Assim como existe o trabalho de marketing com a finalidade de atingir clientes externos, o endomarketing tem exatamente a mesma finalidade, só que para os clientes internos, ou seja, ações focadas no bem-estar dos seus funcionários, melhorando assim sua capacidade de produção, elevando a autoestima, ou seja, promovendo a sensação de reconhecimento.

Qual o objetivo do endomarketing?

Seu principal foco é nas pessoas, para obter a geração de resultados, ou seja, criar oportunidade para o funcionário participar das ações promovidas pela empresa, sentindo-se parte de um todo. As empresas chegaram à conclusão de que manter os colaboradores mais felizes está diretamente relacionado ao aumento dos resultados. Normalmente, em marketing (que significa comercialização), são utilizadas palavras americanas para designar diversas expressões. Alguns exemplos são branding, schedule, deadline, business, KPIs, turnover, casual day, entre outras. Esse tipo de linguagem muitas vezes não é compreendido por todos os profissionais da empresa. Aí é que a tradução tem seu papel fundamental. O maior problema encontrado é que, muitas vezes, a tradução literal não remete ao mesmo significado da palavra utilizada, ou o termo é empregado de forma diferente por aqui.

Como sei onde empregar cada um desses termos?

O papel do tradutor é ter a sensibilidade de entender o contexto e usar a palavra da forma que mais se encaixe no sentido que deve ser atribuído à determinada ação de endomarketing, evitando, dessa forma, que o real objetivo da técnica seja perdido. Todos os colaboradores devem ser capazes de se comunicar, independente do idioma que está sendo usado.

Quem pode fazer esse tipo de trabalho?

Tradutores freelancers, agências de tradução. O importante é que sejam profissionais especializados, que entendam sobre o assunto e tenham vivência na área, considerando que a comunicação é a chave para que todos os colaboradores se sintam acolhidos e bem representados dentro de uma empresa, gerando uma equipe comprometida com os resultados e motivada a dar o melhor de si para a empresa.

Buscando profissionais qualificados e experientes em endomarketing? Entre em contato conosco através do link: universotraducoes.com

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tradução

Tradução de software

Mercado de tradução de softwares

Um mercado que nunca ficará sem demanda é o da tradução de softwares. Tudo o que fazemos hoje em dia usando a tecnologia é baseado neles, que são desenvolvidos em varios países do mundo.

O objetivo do desenvolvedor de software é o de ser compreendido e aceito por usuários de todas as partes do globo e, com a tradução de um software, mais pessoas podem usá-lo e novas oportunidades se abrem. É uma via de mão dupla, já que tanto desenvolvedor quanto usuário serão imensamente beneficiados a partir do momento que conseguem se comunicar.

Porém, a tradução de softwares vai muito além de um bom conhecimento do idioma de origem e de destino. Ela faz parte de um processo muito mais abrangente chamado“Localização de software”, que é a adaptação de um software aos requisitos culturais e técnicos de um determinado mercado e geralmente acontece enquanto o programa está sendo desenvolvido.

Papel do tradutor nesta área

O tradutor, como peça fundamental neste processo, precisa seguir algumas regras, ser criativo e ter pensamento lógico para encontrar saídas aceitáveis e interessantes e aproximar o texto do usuário. Mesmo não sendo um programador, ele pode colaborar muito com o desenvolvimento de um software.

A maior diferença entre a tradução de um software e a tradução de um documento (técnico ou não) é a linguagem utilizada. Nos documentos, o que manda é fluidez, correção, criatividade. Somos livres para passar a mensagem da forma que acreditamos ser mais compreensível, mais agradável ao leitor. Claro que também devemos seguir algumas regras, porém elas são menos rígidas e temos mais liberdade para usar nossos conhecimentos e nossa imaginação.

Devemos traduzir com regras?

No software, traduz-se menus, telas, comandos, janelas, ou seja, os elementos que compõe toda a sequência de um determinado programa. A mensagem deve ser direta e a clara, levando o usuário a executar corretamente o comando, sem se tornar prolixa – até porque o espaço disponível para tradução é limitado. Instruções devem ser traduzidas, mas comandos, siglas, valores geralmente não devem ser alterados, a menos que determinado ou convencionado desta forma. Sendo uma tradução extremamente específica, o trabalho de pesquisa é ainda mais extenso e importante, uma vez que os termos podem ser facilmente confundidos ou traduzidos de forma incorreta. Esse cuidado é essencial para que o resultado final seja satisfatório.

Dentro deste segmento, além dos softwares que são usados no computador, existem ainda os aplicativos, que também devem ser localizados e adaptados para o público-alvo. Como acontece com todas as áreas de especialização, contamos atualmente com cursos preparatórios que nos fornecem o conhecimento e a prática para que possamos ingresar neste mercado promissor. É só escolher um deles e colocar mãos à obra!

Precisando de ajuda para traduzir e/ou localizar seu software? Entre em contato conosco através do link: https://universotraducoes.com

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Como ser um bom tradutor

A importancia do tradutor

Segundo José Saramago, “são os autores que fazem as literaturas nacionais, mas são os tradutores que fazem a literatura universal”. Levando em consideração essa afirmação, podemos ter uma ideia de quão importante é a atividade do tradutor, principalmente no mundo globalizado e integrado em que vivemos. Muitas pessoas atualmente são fluentes em algum outro (ou outros) idioma(s) além da sua língua materna, e isso é um grande diferencial profissional ao se buscar uma colocação no mercado ou até mesmo uma atividade freelancer. Mas será que isso é suficiente para que essa pessoa seja um bom tradutor? O que uma pessoa que tem domínio da língua estrangeira precisa fazer para ser um tradutor de sucesso e conquistar todos os dias a confiança de seus clientes?

Alguns requisitos a ter em conta

Antes e acima de tudo, o aspirante a tradutor precisa escrever bem. Aliás, não só bem, precisa ser ótimo! Uma redação ruim sempre resulta em uma tradução pior ainda. E como atingir esse nível de excelência? Simples: leia muito. Leia tudo o que puder, com muita frequência – livros, revistas, jornais, bula de remédio. Nada enriquece mais nosso vocabulário do que a leitura, seja ela sobre o assunto que for. O tradutor deve estar sempre atualizado sobre as novas ferramentas que podem auxiliá-lo no processo de tradução. Glossários, CAT Tools, dicionários físicos, qualquer material que enriqueça o conhecimento é válido e muito importante. A pesquisa durante a tradução é como o ar que o tradutor respira. Sem ela, nada funciona. Há uma infinidade de opções para se traduzir a mesma expressão e tudo depende de uma palavra que temos que ter na ponta da língua, tanto para pedirmos ajuda a colegas quanto para ajudá-los: CONTEXTO. Sim, ele é a parte essencial do trabalho. Um tradutor que entende do negócio sempre vai fazer a pergunta básica: “Qual o contexto?”. Pedir ajuda a colegas de profissão mais experientes também é muito importante. Eles sempre terão uma sugestão interessante ou uma perspectiva diferente sobre determinado assunto. Use e abuse de seus contatos!

A informática. Importa?

Quem não tem conhecimento de informática precisa rever seus conceitos sobre ser tradutor. Sim, dá para usar máquina de escrever ou fazer tradução manuscrita, por que não? Mas será que vou conseguir atender aos prazos e à demanda que o mercado de tradução exige? Além disso, quem hoje em dia entrega documentos em mãos? Cursos de especialização em qualquer área são a oportunidade para que o tradutor expanda seu leque de áreas de conhecimento e mantenha contato com pessoas que podem se tornar grandes parceiros, colaboradores e até mesmo amigos. Escolha um deles e vá em frente! E, por último, mas não menos importante, coloque seu coração e sua alma em todo trabalho que entregar. Seja perfeccionista, não faça um trabalho “passável”, apenas para cumprir prazos e obrigações. Lembre-se: existem concorrentes no mundo todo que estão colocando em prática, no mínimo, o que está descrito nesta lista. Só depende de você garantir seu lugar e lutar para mantê-lo. Boa sorte! Precisando de traduções? Entre em contato conosco através do link: https://universotraducoes.com
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Tradutor freelancer. Quais são os beneficios?

Ser um tradutor freelancer

Certamente todos nós um dia já pensamos em como seria bom se fôssemos nosso próprio chefe. Imagine como deve ser acordar, não ter que decidir que roupa usar, nem precisar enfrentar o trânsito a caminho do trabalho, apenas atravessar um corredor vestindo nada mais que um moletom velho e aquela sua camiseta preferida... seria um sonho? Para muitos de nós, isso já é realidade!

Cada dia mais as pessoas vêm buscando alternativas em busca do equilíbrio entre trabalho e prazer, seja por vontade própria, seja por necessidade. De acordo com dados pesquisados, em 2018 o trabalho como freelancer cresceu 20%, com tendência a crescer ainda mais em 2019, isso devido a vários fatores, entre eles o baixo crescimento econômico do país nos últimos anos. Na área de tradução, pode-se dizer que o freelancer compõe a maioria absoluta destes profissionais. A comodidade de poder trabalhar de casa, perto da família, com horários flexíveis, é o maior atrativo. Mas como não poderia deixar de ser, nem tudo são flores...

Dentre as vantagens de ser dono de si, existe a flexibilidade de horários, a mobilidade (o escritório de um tradutor freelancer é composto de um notebook com Windows e acesso à internet), a possibilidade de participar mais ativamente da vida familiar (marido, filhos, pets, cuidados domésticos), entre outras que podem ser facilmente perceptíveis a partir do momento que não há o compromisso de bater ponto diariamente.

E as desvantagens?

Já as desvantagens são, para citar apenas algumas, a falta de uma remuneração fixa (dependendo extremamente de contatos e indicações, prospecção de clientes, ou seja, dependendo apenas de si mesmo para conseguir ou não trabalhos constantes), falta de férias e/ou fins de semana para descansar, uma vez que para o cliente, o freelancer está disponível 24 x 7 e nenhum profissional sensato deixará de atender um potencial cliente e correr o risco de perde-lo para a concorrência, problemas de saúde associados à ergonomia de trabalho, entre outras.

Mas então, vale a pena ou não?

Esta questão é complexa e deve ser pensada com muito cuidado e carinho. Precisa-se colocar os prós e os contras em uma balança, avaliando-os de acordo com o seu momento de vida. Planejamento financeiro e estabilidade são uma questão de vida ou morte? Melhor repensar se vale deixar aquele emprego com carteira assinada, FGTS, 13º e férias remuneradas para trás e assumir uma carreira tão instável como a de freelancer. Liberdade e espontaneidade acima de tudo? Mais tempo para passar em casa, estando mais presente e participando ativamente da vida familiar? Ser freelancer fornece essa possibilidade, desde que você saiba dosar o volume de trabalho com os compromissos extras a serem assumidos.

No fim de tudo, o que importa é ser feliz, fazendo o que se gosta, para que o trabalho não seja apenas um trabalho, mas sim um prazer diário que, por consequência, também seja uma fonte de renda.

Pense bem e boa sorte na escolha!

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A Evolução dos Idiomas

Nada no mundo é estático. Da mesma forma que a natureza, a cultura e a política mudam, o mesmo acontece com as linguagens faladas ao redor do mundo. Na verdade, pode-se considerar que elas são as primeiras na maioria dos ciclos de mudança humanos. É partir do idioma que se constroem diferentes hábitos e identidades culturais.

Por isso há um ramo de estudo totalmente dedicado aos idiomas: a Linguística. Ele analisa tudo que já foi e ainda é falado. Não é um campo muito popular, mas atua com base em muita coisa ao nosso redor!

Por exemplo, as gírias e expressões que dizemos todos os dias não surgiram do nada. Elas podem ter vindo de uma cultura estrangeira (é o caso de várias palavras inglesas que nós “abrasileiramos”) ou da evolução de idiomas nativos. A Linguística descobre e aponta os caminhos que a humanidade está tomando na linguagem.

É através desses estudos que conseguimos entender um pouco mais sobre a evolução dos idiomas. Deles e da História como a conhecemos, é claro.

 

Língua-mãe?

 

Os pesquisadores estão sempre tentando descobrir se todas línguas podem ter surgido de uma só “língua-mãe” e, acredite ou não, essa é uma possibilidade real.

 Atualmente, estima-se que metade da população mundial tem como língua nativa algo que faça parte da família indo-europeu. Até mesmo o português e o hindi possuem parentescos — aliás, até mesmo o português e o sânscrito! É realmente difícil imaginar que tantas línguas sejam da mesma família sem que exista uma matriarca em algum lugar do passado.

Contudo, essa ainda não é uma conclusão dada por certa. A maioria dos estudiosos concorda que existem dezenas de famílias linguísticas e que suas árvores genealógicas não se misturam. A origem de alguns idiomas são tão difíceis de identificar que eles parecem sequer ter qualquer parentesco. O japonês é um deles, ainda que tenha sofrido influências de outros povos ao longo dos anos.

 

Expansão dos idiomas

 

Indo além das teorias dos linguistas, não podemos deixar de mencionar o curso da História como decisiva para a evolução dos idiomas. Os processos de colonização definiram os rumos de milhares de populações, e não só dos colonizados! Línguas nativas também possuíram força e influenciaram o entendimento daqueles que chegavam em novas terras. Por isso nós falamos português, mas ainda temos muitas palavras e nomes com origem nativa aqui no Brasil.

Há também inúmeros outros exemplos ao redor do planeta. Na Europa, a França e a Inglaterra possuem um histórico de desentendimentos que alteraram o rumo de seus respectivos idiomas. Se não fosse por isso, o inglês talvez não fosse uma das línguas mais faladas no mundo, e sim o francês!

Seja pela expansão territorial ou cultural, o modo em que nos comunicamos está em constante evolução. Pode parecer devagar, mas imagine quantas expressões de 50 anos atrás já não são mais faladas, e quantas novas surgiram no lugar? Esse é o princípio para entender a evolução dos idiomas.

Se você precisa se comunicar em outros idiomas, não se preocupe, não é necessário aprender toda essa evolução de repente. Você pode contar com a Universo Traduções, que tem mais de 15 línguas disponíveis para seus materiais.

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Economia Freelancer: o futuro é freela

Você já ouviu falar na Economia Freelancer, ou Gig Economy? Esse termo pode parecer estranho, mas é uma tendência global e devemos ficar de olho para não ficar para trás.

Trata-se de uma economia movimentada pelo trabalho sem vínculos empregatícios, ou seja, freelancer. O nome em inglês vem do uso de “gig” como “show” — shows de bandas, mesmo, normalmente pagos apenas com o cachê. É bem parecido com o conceito de um freela, não é?

Como funciona?

É só olhar ao redor para percebermos como essa realidade está em pauta. Profissionais autônomos estão surgindo aos montes, bem como empresas que os contratam. Essa contratação funciona a partir do trabalho pontual do profissional. Ou seja, ele é pago por projeto entregue.

Nem precisamos ir tão longe para ver isso na prática. Os motoristas da Uber, os entregadores do iFood e os anfitriões no Airbnb são exemplos de uma modalidade que está dando certo para muita gente.

Existem prós e contras para os freelancers. A melhor parte é que esse tipo de trabalho permite um controle muito maior sobre o tempo que se dedica para a vida profissional e para a pessoal, já que você faz seus próprios horários. Também pode ser uma ótima fonte de renda extra, já que pode ser realizado por pessoas que já mantém empregos tradicionais. Contudo, as desvantagens estão justamente na falta do vínculo empregatício, o que não garante estabilidade ou segurança para quem pretende viver exclusivamente da atuação autônoma.

É claro que esse é um problema atual, que não necessariamente continuará da mesma forma no futuro. A Gig Economy é uma novidade para a maioria das pessoas e deve fazer com que as próprias leis trabalhistas tenham que ser alteradas. Parece exagero? Acredite, não é.

Os números da Economia Freelancer

De acordo com a instituição americana Freelancers Union, só nos Estados Unidos há mais 56 milhões de trabalhadores independentes. Eles contribuem com cerca de 1.4 trilhão de dólares para a economia anualmente.

Com base nos dados coletados ao longo dos últimos anos, eles também preveem que, em 2027, o número de autônomos já terá ultrapassado o número de funcionários tradicionais! A Economia Freelancer realmente não está para brincadeira.

A Universo Traduções tem orgulho em fazer parte desse modelo revolucionário de trabalho. Nossos tradutores são freelancers, possuem maior liberdade para atuar e conseguem se especializar cada vez mais em suas áreas. O mundo está evoluindo em uma velocidade incrível; nada mais justo do que evoluirmos com ele!

 
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Renascimento de idiomas antigos e o homem que está por trás disso!

Já ouviu falar em linguicídio? Que tal renascimento de idiomas antigos? Famosa por sua biodiversidade, a Austrália tem uma série de animais em extinção, inclusive o famoso Diabo da Tasmânia. O que muitas pessoas não sabem é que os animais não são as únicas riquezas que estão desaparecendo do país.  Com 250 idiomas antigos, a Austrália costumava ser um dos países mais ricos em dialetos do mundo! Pode-se dizer que a sua localização contribuiu para que muitas línguas desenvolvessem estruturas gramaticais distintas, se comparados com os idiomas ao redor do mundo, fazendo que entrassem em desuso.  A palavra “canguru” teve origem da língua chamada Guugu Yimithirr, nativa no norte do Estado de Queensland. Mas, segundo o Censo australiano de 2016, ela está em vias de ser esquecida, com apenas 775 falantes nativos vivos. Isso sem falar que das 250 línguas faladas 237 estão em extinção.  Contudo nem todos estão conformado com a situação. O professor de linguística Ghil'ad Zuckermann está empenhado em ressuscitar idiomas antigos de diferentes regiões deste país, com o intuito de trazer a comunidades indígenas a possibilidade de recuperar sua identidade.   

Importância da diversidade linguística

Para Zuckermann as pessoas reconhecem a importância da extinção dos animais porque trata-se de algo tangível. Como o idioma é algo abstrato não conseguem compreender como fazem a diferença na vida de uma comunidade, principalmente as indígenas. Muitos povos ainda sofrem com os rastros da colonização e lutam para reencontrar sua identidade. A possibilidade de falar sua língua ancestral seria uma forma de reconstruir a cultura desses povos e amenizar as consequências, recuperando assim a saúde mental dessas comunidades.  Filho de um sobrevivente do Holocausto e professor de linguística em Israel, Zuckermann não demorou para perceber o impacto positivo que o renascimento e o fortalecimento das línguas e culturas aborígenes poderia ter para o mundo. A partir daí criou o campo transdisciplinar chamado “Revivalistics”, que visa apoiar a sobrevivência, renascimento e revigoramento de línguas ameaçadas de extinção em todo o mundo.   

Renascimento de idiomas antigos

A partir de oficinas de renascimento linguístico, Zuckermann reúne os nativos de uma região para que juntos possam lembrar de palavras pertencentes aquele idioma que desejam trazer à vida. Isso depois que ele realiza uma pesquisa minuciosa por escritos, livros e até dicionários. O segundo passo é promover debates para adaptar certas palavras, para que sejam mais apropriadas aos dias de hoje.  Como resultado, se tem uma língua que renasce sendo mais próxima da sua de origem. Mesmo passando a ser um idioma híbrido, a comunidade ao qual ele pertence sente muito orgulho em poder falar novamente o seu idioma nativo. Para Zuckermann “o hibridismo resulta em nova diversidade linguística.”  

Linguicídio: o assassinato de uma língua!

Reconhecido pelas Nações Unidas como uma das 10 formas de genocídio, o linguicídio é o assassinato de uma língua. Mais sério do que possa imaginar, na Austrália as línguas aborígenes começaram a desaparecer no século 20, quando o governo australiano retirava as crianças de suas famílias e às obrigada a aprender outro idioma, o inglês.  Zuckermann defende que existem três razões para se lutar pelo renascimento de idiomas antigos. A primeira é que por questões éticas e morais, como uma forma de corrigir os erros do passado, visto que grande parte das línguas que estão desaparecendo no mundo foi decorrente de uma imposição como a que ocorreu na Austrália, com a justificativa de acabar com a diversidade linguística e socializar os nativos com maior rapidez.  Em segundo, o professor argumenta que trata-se de “cultura autonomia cultural, soberania intelectual, espiritualidade, bem-estar e alma”. Que ao reviver seu idioma nativo, o povo recupera sua alma, e com isso sua saúde física e mental melhoram consideravelmente, reduzindo o estresse e a depressão. Por último, ele acredita que a diversidade tem uma beleza incomparável.  O que você acha do trabalho do professor Zuckermann ? Nós da Universo Traduções somos a favor do renascimento de idiomas antigos.
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Saiba como aprender um novo idioma com 1hora de prática por dia!

Seja para alcançar uma promoção, conversar com pessoas de diferentes nacionalidades ou viajar para outro país o desejo de aprender um novo idioma faz parte da vida de muitos brasileiros. Contudo para assimilar uma quantidade nova de palavras, uma estrutura gramatical que difere da nossa, isso sem falar no sotaque requer tempo e dedicação.

Para a alegria de muitos, especialistas chegaram à conclusão de que com apenas 1 hora de estudo diário é possível avançar nos estudos e obter resultados significativos. Isso sem falar que tais práticas têm impacto direto na memória, evitando o envelhecimento do cérebro com o avanço da idade.

O tempo de estudo para se aprender um novo idioma depende do quão próxima sua língua materna é do idioma que deseja aprender. O importante é concentrar-se neste objetivo e criar o hábito de estudar todos os dias. Porém é preciso saber estudar! Continue lendo e saiba o que fazer  aprender um novo idioma. 

 

Quanto tempo leva para aprender um novo idioma?

Um estudo realizado pelo Instituto de Serviços Estrangeiros dos Estados Unidos (FSI) revelou quanto tempo leva para aprender determinados idiomas, com base em nativos do inglês. O FSI divide os idiomas em quatro níveis de dificuldade:

O primeiro grupo traz o francês, italiano, espanhol, português, dinamarquês, sueco, norueguês, romeno e holandês, nos quais são necessárias cerca de 700 horas de prática para alcançar a fluência intermediária. No grupo 2, para atingir o mesmo nível de fluência são necessárias 900 horas de estudos no alemão, malaio, swahili e indonésio. 

Já o grupo 3, considerados mais difíceis, exige do estudante cerca de 1100 horas de prática, são elas: tcheco, grego, hindi, búlgaro, finlandês e hebraico. Por último, temos o grupo 4 com o árabe, chinês, japonês e coreano, sendo necessário cerca de 2200 horas de estudo. 

A princípio pode parecer assustador, mas especialistas chamam a atenção para os benefícios cognitivos de se aprender um novo idioma.  "[...] a habilidade fina de manipular e utilizar informações de forma flexível, manter as informações na mente e suprimir informações irrelevantes", diz Julie Fiez, professora do departamento de neurociência da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Outro benefícios está relacionado ao esforço que o cérebro faz para manter o equilíbrio entre as duas línguas. Um estudo da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos revelou que como os dois idiomas estão sempre ativos e competindo entre si, os mecanismos de controle do cérebro estão em constante fortalecimento. 

Isso sem falar que ao aprender um novo idioma nos tornamos pessoas mais empáticas, abertas para viver diferentes experiências e superamos as barreiras linguísticas que nos separam do resto do mundo. Nos tornamos mais conectados com as pessoas em casa, no trabalho e em nossas relações pessoais. 

 

Como aprender um novo idioma

Antes de começar os estudos você precisa pensar sobre qual o propósito de aprender um novo idioma. Ou melhor, o idioma que escolheu. Essa reflexão ajudará a direcionar o aprendizado, reduzindo assim o esforço empregado. Depois é hora de começar a criar um cronograma de uma 1 hora de prática diária, que inclui diferentes atividades, 

Um ponto muito importante é passar metade de sua hora de estudo praticando com um nativo ou alguém fluente no idioma. Fuja dos livros e faça perguntas, crie diálogos, converse e discuta sobre diferentes assuntos. Isso ajuda a fixar o aprendizado. Só ler e repetir em voz alto o que está nos livros não é tão efetivo. 

Atenção, os especialistas alertam que o cérebro precisa de um tempo de prática curto e frequente para assimilar novas informações, para fazer a conexão entre o aprendizado novo e o anterior. Estude 1 hora por dia, durante 5 dias na semana ao invés de 5 horas consecutivas, uma vez por semana. 

Agora é a sua vez de aprender um novo idioma! Monte um cronograma e depois de alguns meses venha contar para nós sobre o seu progresso.

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5 palavras japonesas que trazem serenidade

Há muitas diferenças entre os estilos de vida ocidentais e os orientais, inclusive no que diz respeito ao idioma. Não apenas os alfabetos são distintos, mas o próprio significado por trás de palavras e expressões pode mudar bastante. Não é à toa que o Japão traz uma imagem de serenidade quase que automaticamente. Pensamos em cerejeiras, silêncio e educação. Na língua japonesa, vemos mais uma vez a representação desse modo de viver tão peculiar ao nosso. Que tal conhecer algumas palavras para entender melhor?

Fukinsei

“A beleza da assimetria”. Simetria é uma representação do que é perfeito. Por isso mesmo, é algo inerentemente não humano. Poucas coisas na natureza são perfeitamente simétricas e pode apostar que elas não são humanas! Fukinsei nos faz perceber isso: há muita beleza no que foge da perfeição. Aliás, a maioria do que achamos belo já é imperfeito, mesmo.

Mono no-aware

Significa “a natureza efêmera da beleza” e tem a ver com a percepção do ciclo da vida. No Japão, as estações do ano são bem distintas entre si e é fácil perceber a transição entre elas. Faz sentido que eles conheçam e tenham uma palavra para descrever o apreço à transitoriedade. É um apreço agridoce, claro, mas não deixa de ser um modo mais simples de ver o passar do tempo.

Shõganai

Poderíamos traduzi shõganai para algo como “não tem jeito”. Não se trata só de uma palavra, mas de uma verdadeira filosofia a seguir. Como a história do Japão é cheia de momentos difíceis, o povo precisou aprender a parar de tentar encontrar respostas para tudo e apenas seguir em frente a situação era irremediável. Desapegar do que não se pode mudar, resumidamente.

Kodawari

Kodawari talvez seja a melhor maneira de ser disciplinado. A palavra significa, em termos amplos, dar o melhor de si e manter uma incrível atenção aos detalhes, mas não por qualquer objetivo ou esquema maior. Ou seja, não se trata de buscar um alto nível de qualidade e profissionalismo por vontade de subir na carreira ou algo do tipo, mas apenas para fazer o melhor possível. É a busca pela sua própria perfeição, mesmo sabendo que você provavelmente não chegará lá.

Yugen

A tradução básica para yugen poderia ser “misterioso”, mas como todas as palavras que falamos até o momento, esta também significa algo muito maior. Yugen é um dos conceitos primordiais para a estética japonesa tradicional e expressa profundidade e incompreensibilidade. Em uma obra artística, por exemplo, yugen seria o abstrato, o que surge dos sentimentos do artista, algo que vai além da consciência. Essas são apenas algumas das palavras japonesas que nos ajudam a ter ou, ao menos, a buscar serenidade. São conceitos com os quais não estamos acostumado e, à princípio, pode até ser difícil compreendê-los; mas a maioria das pessoas que já se envolveu com a cultura japonesa confirma que vale a pena.

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A origem e a diversidade dos sotaques brasileiros

“Gigante pela própria natureza” é, provavelmente, uma das frases que melhor descrevem o Brasil. Um país de dimensões continentais e um povo diverso, vindo de centenas de lugares do mundo. Não é à toa que toda essa diversidade é espelhada também no modo como falamos nosso idioma! Os sotaques indicam de qual região um brasileiro é e podem ser difíceis de entender até por outros nativos do país. Aliás, isso não varia apenas de região; prova é a diferença entre cariocas e paulistas, ambos do Sudeste, mas bem distintos entre si.

 

Como surgiram tantos sotaques?

Antes da colonização portuguesa, os nativos das nossas terras falavam mais de 1200 idiomas. O que devíamos nos perguntar, na verdade, é como foi possível transformar tudo isso em um só! Quando os colonizadores e os indígenas se encontraram e o português foi sendo implantado, houve dificuldades de pronúncia em alguns casos. Por exemplo, o “r de caipira”, como conhecemos hoje, veio das tentativas de indígenas de aprender a nova língua.

Mais tarde, entre os séculos 19 e 20, a chegada de imigrantes alterou ainda mais o modo de falar dos brasileiros. Italianos, franceses, ingleses, japoneses e muitos outros estrangeiros se espalharam por algumas regiões e trouxeram suas respectivas formas de dialogar.

Vale dizer que, apesar do contexto histórico explicar muito sobre nossos sotaques, ainda não explica tudo. Outras variáveis, como classe social, escolaridade e velocidade da fala também alteram a pronúncia. Um ótimo exemplo é a presença do “i” em palavras como “arroiz” ou “nóis”, que não tem uma origem definida.

 

Os sotaques mais populares

Alguns sotaques brasileiros são reconhecidos facilmente. É o caso do “chiado” carioca, que surgiu do encontro com inúmeros dialetos africanos falados pelos escravos durante a colonização. O som de “sh” presente no meio e no fim das palavras é o que mais define o Rio de Janeiro nesse sentido.

Já em São Paulo, o “s” não é puxado, mas o “r” é. E era ainda mais! Antes dos imigrantes europeus, esse detalhe no sotaque paulista vinha dos idiomas indígenas que citamos lá em cima. O mesmo vale para estados como Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e outros que fizeram parte do percurso dos bandeirantes.

Em Curitiba, a atração de imigrantes ucranianos e poloneses fez com que a cidade fosse obrigada a ensinar a pronúncia de vogais com mais cuidado, já que os idiomas desses locais não possuem vogais. Daí veio o famoso “leiTE quenTE”, que também foi para outras províncias.

Os escravos, os indígenas, o enorme vai e vem de imigrantes e os colonizadores transformaram o Brasil na mistura de sotaques que é hoje. E isso é incrível! Nossa variação linguística é tão ampla quanto nossa cultura. É por isso que o Brasil é um país para se conhecer bem mais do que uma só vez.

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