Ser um tradutor freelancer

Certamente todos nós um dia já pensamos em como seria bom se fôssemos nosso próprio chefe. Imagine como deve ser acordar, não ter que decidir que roupa usar, nem precisar enfrentar o trânsito a caminho do trabalho, apenas atravessar um corredor vestindo nada mais que um moletom velho e aquela sua camiseta preferida… seria um sonho? Para muitos de nós, isso já é realidade!

Cada dia mais as pessoas vêm buscando alternativas em busca do equilíbrio entre trabalho e prazer, seja por vontade própria, seja por necessidade. De acordo com dados pesquisados, em 2018 o trabalho como freelancer cresceu 20%, com tendência a crescer ainda mais em 2019, isso devido a vários fatores, entre eles o baixo crescimento econômico do país nos últimos anos.
Na área de tradução, pode-se dizer que o freelancer compõe a maioria absoluta destes profissionais. A comodidade de poder trabalhar de casa, perto da família, com horários flexíveis, é o maior atrativo. Mas como não poderia deixar
de ser, nem tudo são flores…

Dentre as vantagens de ser dono de si, existe a flexibilidade de horários, a mobilidade (o escritório de um tradutor freelancer é composto de um notebook com Windows e acesso à internet), a possibilidade de participar mais ativamente da vida familiar (marido, filhos, pets, cuidados domésticos), entre outras que podem ser facilmente perceptíveis a partir do momento que não há o compromisso de bater ponto diariamente.

E as desvantagens?

Já as desvantagens são, para citar apenas algumas, a falta de uma remuneração fixa (dependendo extremamente de contatos e indicações, prospecção de clientes, ou seja, dependendo apenas de si mesmo para conseguir ou não trabalhos constantes), falta de férias e/ou fins de semana para descansar, uma vez que para o cliente, o freelancer está disponível 24 x 7 e nenhum profissional sensato deixará de atender um potencial cliente e correr o risco de perde-lo para a concorrência, problemas de saúde associados à ergonomia de trabalho, entre outras.

Mas então, vale a pena ou não?

Esta questão é complexa e deve ser pensada com muito cuidado e carinho. Precisa-se colocar os prós e os contras em uma balança, avaliando-os de acordo com o seu momento de vida. Planejamento financeiro e estabilidade são uma questão de vida ou morte? Melhor repensar se vale deixar aquele emprego com carteira assinada, FGTS, 13º e férias remuneradas para trás e assumir uma carreira tão instável como a de freelancer. Liberdade e espontaneidade acima de tudo? Mais tempo para passar em casa, estando mais presente e participando ativamente da vida familiar? Ser freelancer fornece essa possibilidade, desde que você saiba dosar o volume de trabalho com os compromissos extras a serem assumidos.

No fim de tudo, o que importa é ser feliz, fazendo o que se gosta, para que o trabalho não seja apenas um trabalho, mas sim um prazer diário que, por consequência, também seja uma fonte de renda.

Pense bem e boa sorte na escolha!